Entrevista com o presidente do SAPFEPE sobre a arbitragem no PE 2013

Um campeonato para se comemorar. Muitas foram as apostas e todas acertadas na arbitragem. Um trabalho sem precedentes da Comissão de Arbitragem, com Erich Bandeira, Salmo Valentin e Francisco Domingos, em parceria com o Sindicato dos Árbitros de Pernambuco, que resultou na formação de um quadro jovem, forte e trabalhador. Na entrevista abaixo, o presidente Emerson Sobral fala um pouco mais sobre o assunto.

Como foi a preparação para o Campeonato?

SOBRAL – A preparação foi a mesma, mas iniciamos bem antes. Desde dezembro que os árbitros já estavam bem fisicamente. Talvez isso possa ter sido significativo, porque normalmente o arbiro vai evoluindo no decorrer do campeonato, mas começamos já bem encaminhados.
Neste ano tivemos um diferencial, que foi a participação mais efetiva do sindicato no suporte ao árbitros que participaram do teste físico. Disponibilizamos massagista, alimentação, isotônicos, ambulância, o que dá uma tranquilidade para realizar o trabalho.
É importante ressaltar que conseguimos negociar a questão da educação física, que era obrigatória duas vezes por semana e isso era um complicador, porque tínhamos uma dificuldade muito grande em chegar aos locais devido à distância e horários. Em conversa com a Comissão de Arbitragem, conseguimos liberar o árbitro disto, desde que ele se responsabilidade por manter a forma. Porém, aumentaram o número de testes físicos para monitorar a situação dos árbitros. No final do campeonato foi feito um reforço para aprimorar ainda mais a questão física nos jogos mais decisivos.

Como avalia o desempenho da arbitragem no PE 2013?

SOBRAL – Acho que o ponto alto foi essa oxigenação que os árbitros novos nos deram. Antigamente tínhamos um número reduzido e se insistia muito com os mesmos, o que provocava uma repetição muito grande nas escalas e um desgaste muito grande.
Como todo os árbitros, sem exceção, atuaram no campeonato, inclusive com uma grande renovação do quadro de árbitros de Pernambuco, nós tivemos escalas mais diversificadas e em jogos de equipes variadas, o que deu uma certa tranquilidade porque o desgate foi menor. Os jogos do primeiro turno ajudaram, porque não foram tão disputados quanto o normal, pela característica do regulamento. Mas quando os árbitros foram colocados à prova, no segundo turno e nos jogos decisivos (octogonal e finais), mostraram toda a capacidade e qualidade nesse difícil campeonato.
Normalmente se espera que para um árbitro esteja prontos para arbitrar a primeira divisão do campeonato pernambucano, ele estejam atuando há uns 4 ou 5 anos, por conta da experiência, mas neste ano tivemos árbitros recém-formados, em 2012, atuando em jogos da série A1, inclusive em semifinais e finais, o que foi inédito em Pernambuco. Não há como comparar com anos interiores, porque a comissão foi ousada, fez um planejamento e não só colocaram os árbitros para atuar, mas prepararam. Os que conseguiram mostrar a maior qualidade, até porque todos mostraram, foram escalados para estes jogos importantes.

E as polêmicas?

SOBRAL – As polêmicas não foram menores, mas tivemos mais tranquilidade para trabalhar no início do campeonato. Mas na verdade, a polêmica não influencia muito no árbitro. A pressão maior é para os dirigentes da federação e da comissão. Quando o árbitro entra em campo, não há esta influência. Ele entra e cumpre as regras, pois está preparado para isso.
A diferença neste ano foi que a comissão e a federação bancaram a arbitragem da casa. Teve a preferência pelos árbitros locais e teve o retorno esperado. Serve de modelo para outros anos.

Quem foram os destaques na arbitragem?

SOBRAL – Com muita tranquilidade e propriedade não vou citar um ou dois árbitros. É claro que sabemos que muitos tiveram méritos, inclusive os que chegaram às finais. Mas para que o árbitro pernambucano que apitou na final estivesse lá, todos que tiveram que dar a sua cota de contribuição, nos clássicos, nos jogos intermediários, nas semifinais… porque quando um arbitro atua mal ou um grupo de árbitros atua mal, vai ficando mais difícil escalar os árbitros da casa, então acho que todos eles deram respaldo à comissão, para que ela pudesse ousar e avançar nas renovações. Os árbitros novos foram colocados à prova e deram conta. Isso foi facilitando as escalas. Tivemos um grupo de arbitragem. O coletivo fez a diferença. Tem que ter que ataque, quem defenda e quem arme em um time.
Gilberto Castro Júnior, Clóvis Amaral e Ricardo Chianca, assim como Emerson Sobral e Albert Júnior estiveram na final representante um grupo de mais de 50 árbitros, que teve um desempenho excelente, com médias (dadas pelos observadores de arbitragem) acima de 8, o que foi muito significativo.

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Uma resposta

  1. É isso aí Sobral, que a Arbitragem Pernambucana esteja sempre buscando a Excelência e sem dúvidas com pessoas competentes (Comissão da CEAF, Diretoria do SAPFEPE e FPF), tenha a certeza que trabalho de nossa parte não vai faltar. Parabéns 2013 à todos os Árbitros e continuem trabalhando para que isso seja por todos os campeonatos daqui pra frente. Um Abraço e Fiquem Com Deus. Gilberto Freire.

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